quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Sociedade Feudal

Marc Bloch Esta obra de referência obrigatória, é um clássico para quem queira conhecer a essência da sociedade feudal, como ela funcionou, como evoluiu. Aborda o período que vai de meados do séc. IX até aos primeiros decénios do séc. XIII, num quadro geográfico que abrange a Europa ocidental e central. Bloch dá-nos a conhecer o meio e as condições de vida, os laços de sangue, a vassalidade e o feudo, as classes, a dependência das classes inferiores, o governo dos homens e a feudaliadde como tipo social. Ao mesmo tempo avalia o papel da Igreja, da realeza, da força burguesa, da cidade, da comuna. Um fresco notável de um dos mais insignes historiadores do século XX.

Cadernos secretos


Em 1976, aos oitenta e cinco anos de idade, morria Agatha Christie, a escritora mais famosa do mundo. A sua obra estava publicada em mais de cem países e os seus livros haviam vendido cerca de dois mil milhões de exemplares. Agatha Christie conseguira o impossível: desde a década de 1920 que escrevia mais de um livro por ano, e todos eles eram incríveis bestsellers mundiais. A sua imaginação prodigiosa, bem como o seu alucinante ritmo de trabalho, causam ainda hoje grande perplexidade. As pistas para os seus métodos e personalidade veriam a luz do dia em 2004, ano da morte de Rosalind, filha da autora. Na mansão da família, foram encontrados os cadernos privados de Agatha Christie: um extraordinário legado de setenta e três volumes escritos à mão! Mas foi apenas quando o arquivista John Curran começou a decifrá-los que a verdadeira dimensão deste tesouro se tornou óbvia. Neste livro, ele desvenda os grandes segredos da Rainha do Crime: as origens dos seus carismáticos detectives e enigmas surpreendentes, enredos alternativos, cenas eliminadas, e até mesmo planos para livros que não chegou a escrever. A investigação de John Curran revela uma grande quantidade de material nunca antes publicado, e inclui duas histórias completamente inéditas: «O Incidente da Bola do Cão« e «A Captura de Cérbero».

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ainda por cima é um génio.


Não ligo a futebóis mas aprecio as pessoas que são competentes no seu trabalho.Esta é a minha homenagem a José Mourinho.
Competência, rigor, vontade não lhe faltam, como se já não chegasse aquele aspecto...
Preferia que ele fosse primeiro ministro... mas não se pode ter tudo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Oswaldo Montenegro

Metade
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Adoro este poema e resolvi partilhá-lo. Espero que gostem.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Muito interessante.

«A minha ambição é dizer em dez frases o que outros grandes autores não dizem nem num livro inteiro.»
Friedrich Nietzsche (1844-1900), carismático filósofo alemão influenciou e continua a influenciar gerações de pensadores. Sempre actual porque sempre inactual, propositadamente intemporal como prenúncio da imortalidade que sentia não lhe ir escapar, o pensamento de Nietzsche é uma esmagadora fonte de inspiração contra todas as ideias feitas de muitos progressos que não passam de retrocessos envolvidos em roupagens de aparente modernidade. Friedrich Nietzsche é um dos grandes mestres do aforismo, por esta ser assumidamente a sua forma privilegiada de expor o pensamento, em pequenas frases ou textos. Reunidos na sua extensa obra filosófica, desta foram seleccionados aqueles que mais facilmente se poderão usar ou usufruir sem prejuízo do seu contexto, ideias fortes tal como o próprio .

Será?...


«A educação supõe disciplina, uma disciplina que não se exprime nem por gestos, nem por palavras, mas em todo o nosso comportamento».
Escritas há mais de quarenta anos, estas palavras mantêm-se actuais.
Numa época difícil para os professores – alunos problemáticos e pouco tempo para auto-formação –, este livro prático sobre a disciplina na sala de aulas está concebido para ser lido de um único fôlego. De pequenas dimensões, redigido num estilo simples e directo, pretende-se que os docentes o guardem na sua pasta e o releiam facilmente, sempre que sentirem que um aluno ou turma lhes foge.

Eduardo Lourenço


"Dividido em quatro partes, «Questão Cultural», «Questão Estética», «Questão Filosófica» e «Questão Política», Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa evidencia o imenso rasgão cultural produzido pela visão heterodoxa no seio da cultura portuguesa entre 1949 e 2000.
Eduardo Lourenço, então com 26 anos. O autor tem agora 55 anos, exilou-se voluntariamente de Portugal, ensinou na Alemanha, no Brasil, em várias cidades de França e escreveu cerca de meia centena de artigos avulsos, coligidos em vários livros.De proposta considerada fracassada pelo próprio em 1960, a visão heterodoxa, lançada inicialmente contra o domínio omnipotente das ortodoxias católica e comunista, demorou trinta persistentes e solitários anos a afirmar-se e a consolidar-se por via da criação de 1. - uma nova teoria da crítica literária, superando as metodologias biografistas de fundo psicológico, social ou estilístico; 2. - um novo desenho historiográfico das relações entre as duas mais importantes revistas culturais portuguesas da primeira metade do século XX, Orpheu e Presença; 3. - uma nova visão da poesia e do romance portugueses; 4. - uma nova definição do ser português marcado por um «irrealismo prodigioso» e uma «hipertrofia da identidade nacional»; 5. - uma crítica ferocíssima ao predomínio da razão clássica na filosofia em Portugal por via da influência de António Sérgio e da entronização cultural da «Filosofia Portuguesa» por Álvaro Ribeiro; 6. - uma nova teoria da representação, erigindo a «ausência de sentido» do ser, o «nada», e o «sentimento trágico» como motores do pensamento europeu contemporâneo. Finalmente, em 1978, todas estas teorias pessoais avulsas se cruzam para dar origem a Labirinto da Saudade, um dos mais importantes livros sobre cultura portuguesa publicados no último quartel do século XX. "
Fnac

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


Acabei de receber estes selos e fui logo conhecer o blog que os enviou. Deixo aqui o endereço para quem quiser conhecer. Eu gostei imenso.